Malafaia repudia fala de deputada evangélica do PT

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As declarações da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) em favor da luta armada para imposição da ideologia de esquerda virou alvo de comentário do pastor Silas Malafaia, que repudiou o uso distorcido de uma passagem bíblica por parte da parlamentar.

Toda polêmica foi iniciada durante o seminário “Estado de Direito ou Estado de Exceção?”, organizado pela Fundação Perseu Abramo (ligada ao PT), quando Benedita da Silva, valendo-se de frases de efeito do discurso socialista, disse que o Brasil atravessava um momento de “golpe”, em referência à cassação do mandato de Dilma Rousseff (PT) e que era necessário lutar.

“Quem sabe faz a hora e faz a luta. A gente sabe disso e na minha Bíblia está escrito que sem derramamento de sangue não haverá redenção. Vamos à luta com quaisquer que sejam as armas”, bradou.

Além dessa declaração estupefaciente, a deputada discursou contra o governo, apontando para a crise econômica do país e os 14 milhões de desempregados, ignorando que esses sintomas são efeitos das políticas equivocadas do PT ao longo dos últimos anos.

Malafaia comentou as declarações da deputada “dita evangélica” e questionou os motivos de não haverem reações à sua fala: “Eu fiquei queto um tempo para ver a reação. Eu não vi ninguém da mídia falar nada, não vi a OAB se manifestar, nem Ministério Público”, observou.

“O que essa mulher fez, usou um texto da Bíblia, que está em Hebreus 9:22, que fala acerca de Cristo – a Bíblia diz que sem derramamento de sangue não há remissão de pecado. Jesus não mandou derramar sangue de ninguém, não. Ele derramou o seu por nós. Ainda usa a Bíblia para uma aberração dessas”, protestou o pastor.

Silas Malafaia comparou as declarações de Benedita da Silva às bandeiras de intolerância impostas pelos extremistas do Estado Islâmico nas áreas que ocupam no Oriente Médio.

“O que essa mulher está propondo é o que o radicalismo islâmico propõe. ‘Tem que derramar sangue de infiéis’. Nós repugnamos o que aconteceu na França, o que aconteceu na Inglaterra, e uma deputada dentro do Brasil prega derramamento de sangue e ninguém fala nada, faz nada. [Ela] tinha que ser cassada. Isso é uma afronta, isso é um absurdo”, criticou.

Na sequência, Malafaia chama atenção para a omissão e parcialidade da imprensa: “Imagina se um cara da direita falasse isso… OAB ia se manifestar, Ministério Público, imprensa, iam cair de pau. Que vergonha. Que moral temos nós para falar do radicalismo islâmico, quando uma deputada, na maior cara de pau, prega o derramamento de sangue?”, questionou.

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