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EUA vetam na ONU resolução que condenava decisão sobre Jerusalém

News3

Os Estados Unidos exerceram seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU e barraram nesta segunda-feira uma resolução que pedia que o país voltasse atrás em sua decisão de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.
“Toda decisão ou ação destinada a alterar o caráter, o estatuto, ou a composição demográfica” de Jerusalém “não tem força legal, é nula e não legítima e tem que ser revogada”, dizia a resolução. 
Todos os demais países votaram a favor do texto proposto pelo Egito, que não mencionava os Estados Unidos nem o seu presidente, Donald Trump.
Composto de quinze países, o Conselho de Segurança possui cinco membros permanentes com poder de veto: Rússia, China, França e Reino Unido, além dos Estados Unidos. 
Nikki Haley, a embaixadora americana na ONU, afirmou que o episódio “não será esquecido”. “O que testemunhamos aqui hoje é um insulto”, disse, acrescentando que era a primeira vez em seis anos que o país vetava uma resolução no Conselho.
“Nós não ficamos felizes de fazer isso, mas o fazemos sem nenhuma hesitação”, disse. “O fato de esse veto ser feito em defesa da soberania americana e do papel americano no processo de paz do Oriente Médio não é um motivo de constrangimento para os Estados Unidos, mas deveria ser, sim, um constrangimento para o resto do Conselho de Segurança”, criticou a embaixadora.
O anúncio de Donald Trump do dia 6 de novembro causou diversos protestos no Oriente Médio, onde nove palestinos já morreram e mais de 1.900 ficaram feridos, informou a rede Al Jazeera. A comunidade internacional também condenou a decisão.
“Após a decisão dos Estados Unidos [de reconhecer Jerusalém como capital de Israel], a situação se tornou mais tensa e houve um aumento nos lançamentos de foguetes a partir de Gaza e confrontos entre palestinos e forças de segurança israelenses”, disse Nickolay Mladenov, enviado especial da ONU para a paz no Oriente Médio, ao Conselho de Segurança antes da votação.
Israel tomou o controle da parte oriental da cidade durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e vê toda a Jerusalém como sua capital, enquanto os palestinos querem que a parte ocidental seja a capital de um futuro Estado da Palestina.
(Com Reuters)

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