Estado Islâmico executa 29 cristãos que se recusaram a negar a fé em Jesus

News3

Um grupo de dez militantes do Estado Islâmico atacarou um ônibus que transportava cristãos copta na última sexta-feira, 26 de maio, e os executaram após sua recusa em negar a Jesus.


O relato desse momento de massacre foi feito por um padre capelão que tem aconselhado sobreviventes do ataque produziu um artigo para o portal Breitbart News e revelou que as 29 vítimas fatais estavam a caminho do mosteiro de São Samuel, o Confessor, quando foram assassinados.


De acordo com o relato do padre, os extremistas obrigaram a todos os ocupantes do ônibus a descerem e questionaram se eram cristãos, incluindo mulheres e crianças. Os cristãos “foram ordenados a renunciar à sua fé e professar crença no islã”, disse o padre. “Mas todos – até mesmo as crianças – se recusaram a acatar a ordem e cada um foi morto a sangue frio com um tiro na cabeça ou na garganta”, acrescentou.


O atentado aconteceu no dia que marca o início do mês do ramadã, um ritual islâmico de abstinência e preces. A imprensa mundial trata o massacre como mais uma ferida devastadora para os cristãos copta no Egito, já que aconteceu na sequência de outro maior, quando 46 pessoas foram mortas por uma bomba que explodiu em uma igreja cheia, na celebração do Domingo de Ramos, semana que antecedia a Páscoa.


Em 2015, o Estado Islâmico matou 21 cristãos copta em uma praia da Líbia, e gravou a execução em vídeo, dizendo que aquela era uma mensagem para a “nação da cruz”, assinada com sangue dos mártires.


Repercussão


O presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi, se manifestou afirmando que as autoridades estão à caça dos autores do atentado, para prendê-los e puni-los, e reuniu um conselho de segurança para tratar da situação, de acordo com informações da CNN.


No entanto, a direção da Igreja Copta advertiu que apesar dos esforços do governo, o Estado Islâmico continua tirando vidas e “prejudicando a imagem do Egito, causando muita dor aos egípcios”.


Donald Trump se manifestou de imediato após a notícia do ataque e condenou a “matança implacável de cristãos no Egito”, extremismo que segundo ele , “causa choro em nossos corações e chora nossas almas”.


“Onde quer que o sangue inocente seja derramado, uma ferida é infligida à humanidade”, disse o presidente dos Estados Unidos. “Mas este ataque também acelera nossa determinação em unir as nações pelo justo propósito de esmagar as organizações maléficas do terror e expor sua ideologia depravada, retorcida e intolerante”, acrescentou, reiterando sua promessa de combater o grupo terrorista.

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